Há 20 anos Bob Dylan percorre os palcos do mundo na sua Never Ending Tour, a Turnê Que Não Acaba. Inevitáveis as dúvidas sobre a motivação de um dos maiores artistas do século 20 de se manter eternamente em movimento aos 66 anos de idade. No documentário "No direction home", de Martin Scorsese, ele dá a resposta:
- Eu nasci dos pais errados num lugar distante de onde deveria ter nascido. Meu sonho era sair de casa, numa espécie de odisséia, para achar este lar e até hoje ainda estou a caminho.
Dylan toca nesta quarta e quinta em São Paulo e sábado no Rio. Ele esteve entre nós três vezes. Na primeira, no Hollywood Rock II de 1990, teve parca receptividade pelo público majoritariamente jovem e, na segunda, tocou sob as asas de um de seus influenciados, os Rolling Stones. Dylan abriu os shows dos Stones, no Rio na Praça da Apoteose, e subiu ao palco para apresentar "Like a Rolling Stone" com a banda, um momento memorável na história dos shows internacionais no Brasil. Entre as duas apresentações, passou pelo Imperator, casa que ficava na Zona Norte do Rio, em 1991.
Dylan não joga para a platéia, não faz concessões à parte mais palatável de seu repertório, toca o material novo, só conhecido pelos fãs porque ele não é voz corrente nas rádios. Muitas músicas antigas estão com arranjos quase irreconhecíveis e ele toca guitarra e teclado.
Hoje e amanhã, Dylan em São Paulo
Heath Ledger morre, o cinema perde um astro.
O corpo de Ledger foi encontrado pela empregada do ator em seu apartamento em Nova York, às 15h26 (18h26 em Brasília) desta terça-feira. Ela bateu na porta do quarto do ator para avisá-lo de que sua massagista havia chegado e encontrou Ledger inconsciente, deitado de bruços e nu. De acordo com a polícia local, foram encontradas também pílulas e uma nota de US$ 20 enrolada no quarto do ator. Ainda de acordo com a polícia, não havia resíduos de droga na nota, que foi encaminhada a um laboratório para testes.
Autópsia realizada na manhã de quarta-feira no corpo do ator teve resultado "inconclusivo" e serão necessários novos exames, informaram os responsáveis pelo procedimento. Ellen Borakove, porta-voz da equipe médica, disse que apenas em dez dias a investigação poderá ser completada.
Em entrevista ao "New York Times" de 4 de novembro, Ledger revelou que as filmagens do novo "Batman", no qual ele interpreta o vilão Coringa, o deixaram física e mentalmente exausto e que precisou tomar pílulas de um remédio chamado Ambien para conseguir dormir. O medicamento oferece riscos se ingerido em excesso ou misturado com álcool.
Além de "O segredo de Brokeback Mountain", pelo qual foi indicado ao Oscar em 2006, e "Batman: The Dark Knight", previsto para estrear em julho, Ledger atuou em filmes como "Eu não estou lá", baseado na vida do cantor Bob Dylan, "Os reis de Dogtown" e "10 coisas que eu odeio em você", entre outros. Atualmente, ele trabalhava em um projeto do diretor Terry Gilliam chamado "The imaginarium of Doctor Parnassus", previsto para 2009.
E uma pequena homenagem feita a ele com os melhores momentos de sua aparição no novo filme do Batman





